maio 172015
 

2001-12001: A Space Odyssey (2001 – Uma Odisseia no Espaço no Brasil). Ainda hoje é um dos filmes mais espetaculares já assistidos neste gênero. Leia também: ‘Dez curiosidades sobre a produção:’


Parcialmente inspirado no conto A Sentinela de Clarke, 2001 – Uma Odisseia no Espaço trata com apuro científico temas como a evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. O pioneirismo e a qualidade dos seus efeitos especiais foram premiados com o Oscar e criaram um novo (e alto) parâmetro para as ficções científicas.


Clássico filme anglo-americano de 1968 dirigido e produzido por Stanley Kubrick, co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarke. O filme lida com os elementos temáticos da evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. É notável por seu realismo científico, efeitos visuais pioneiros, imagens ambíguas que são abertas a ponto de se aproximarem do surrealismo, som no lugar de técnicas narrativas tradicionais e o uso mínimo de diálogo.

O filme é memorável por sua trilha sonora, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar Danúbio Azul, de Johann Strauss II e o famoso poema sinfônico de Richard Strauss, Also sprach Zarathustra, para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome

Apesar de ter sido recebido inicialmente de forma mista, 2001: A Space Odyssey é atualmente reconhecido pela crítica e pelo público como um dos melhores filmes já feitos. Foi indicado a quatro Oscars, recebendo um por melhores efeitos visuais. Em 1991 foi considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante” pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry.

Versão original no *.torrent em alta resolução
Torrent + Legendas: 2001.A.Space.Odyssey.1968 (1080p)

Versão de 2015:
Em 2015, o realizador Steven Soderbergh fez uma nova edição do filme com 50 minutos a menos.

Ficha Técnica:
Direção, produção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke
Elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Douglas Rain
Género: Ficção Científica / Drama
Lançamento: 2 de abril de 1968
Países: Reino Unido, EUA
Idioma: Inglês
imdb.com


TRAILER:


2001-2Dez curiosidades sobre a produção:

1 – Não há diálogo nos primeiros 25 minutos de filme (o silêncio acaba com a voz da comissária de bordo em 25:38) e nem nos últimos 23 minutos (sem contar os créditos finais). Somando essas duas sequências, e outras duas mais curtas, há 88 minutos sem diálogos no filme.

2 -Para as cenas na superfície da Lua, Kubrick mandou importar, lavar e pintar centenas de toneladas de areia.

3 – Originalmente, Kubrick pediu ao maquiador Stuart Freeborn para criar um visual primitivo, mas humano, para os primeiros homens. O problema é que a maquiagem criada exigia que os atores estivessem nus, o que levaria o filme a ganhar uma classificação 18 anos. Kubrick, então, optou pelo visual dos macacos. Com exceção dos filhotes de chipanzé, todos os personagens foram interpretados por humanos, sendo o comediante Ronnie Corbett o modelo usado para a maquiagem criada por Freeborn e sua esposa, Kathleen.

4 – De acordo com produtor e supervisor de efeitos especiais Douglas Trumbull, a quantidade de material filmado superaria em 200 vezes os 160 minutos de filme exibidos na première.

2001-35 – Depois de trabalhar meses, sem sucesso, com a equipe de efeitos especiais para chegar a um efeito verossímil para cena da caneta flutuante, Kubrick decidiu que a melhor forma seria “colar” a caneta a uma lâmina de vidro e suspendê-la na frente da câmera. Ao final da cena, é possível ver a comissária da nave puxar a caneta do vidro.

6 – Segundo Gary Lockwood, Kubrick originalmente concebeu HAL 9000 como Athena e o computador teria a voz de uma mulher. Em seguida, o diretor tentou usar Martin Balsam, mas achou que sua voz tinha muita emoção e um sotaque nova-iorquino. Nigel Davenport também foi testado e considerado “britânico demais”. Douglas Rain foi então escolhido pelo diretor-assistente Derek Cracknell e aprovado por Kubrick por ter uma “espécie de sotaque brando do meio do Atlântico” que seria ideal para o papel. Rain gravou sua participação em apenas 9 horas.

7 – Kubrick e Clarke assistiram diversas ficções científica durante a preparação criativa para filme e o próprio Kubrick admitiu a influência dos filmes do produtor George Pal. A Conquista do Espaço (1955), por exemplo, teria influência em diversos pontos da trama.

8 – Segundo Clarke, Kubrick tentou conseguir uma apólice de seguro na Lloyd’s of London, mercado de seguro britânico famoso pelas coberturas incomuns (como segurar a voz de Bruce Springsteen em US$ 6 milhões), caso extraterrestres fossem descobertos antes do lançamento do filme. O astrônomo Carl Sagan chegou a comentar a recusa da Lloyd’s: “Em meados da década de 60 não existia nenhuma busca por inteligência extraterrestre e as chances de alguém se deparar acidentalmente com extraterrestres era extremamente pequena. A Lloyd’s of London perdeu uma boa aposta”.

9 – O monolito originalmente seria um tetraedro preto, porém, o objeto não refletia bem a luz. Kubrick então decidiu usar um cubo transparente, mas a alternativa se provou díficil em função dos reflexos criados pelas luzes do estúdio. Antes da conhecida placa preta também foi testato um monolito retangular de acrílico, mas a opção foi descartada pois não parecia convincente.

10 – O Pink Floyd faria a trilha sonora do filme. Apesar da colaboração não ter acontecido de fato, acredita-se que, seguindo a tradição da ligação entre O Mágico de Oz e Dark Side of the Moon, os mais de 23 minutos de “Echoes”, do álbum Meddle, podem ser perfeitamente sincronizados à sequência “Jupiter & Beyond the Infinite” do filme.

Fonte: omelete.uol.com.br


O filme consiste de quatro grandes seções, todas, com a exceção da segunda, introduzidas por letreiros.

A Aurora do Homem

Roupa usada pelos atores em “A Aurora do Homem”
Uma tribo de humanos primitivos semelhantes a macacos está procurando por comida no deserto africano. Um leopardo mata um dos membros, e uma outra tribo de homens-macacos os afugenta de um poço de água. Derrotados, eles dormem em uma pequena cratera de pedra exposta, acordando para encontrar um monólito preto que apareceu na frente deles. Eles se aproximam grunindo e pulando, eventualmente o tocando com cuidado. Pouco tempo depois, um dos macacos percebe que ele pode usar um osso tanto como uma ferramenta quanto como uma arma, que o macaco usa para matar uma presa para come-la. Mais tarde eles conseguem o controle do poço de água ao matarem o líder da outra tribo utilizando-se para tal feito do osso-arma.

AMT-1
Um avião espacial da Pan Am leva o Dr. Heywood R. Floyd para uma estação espacial na órbita da Terra para um descanso de sua viagem a Base Clavius na Lua. Depois de videotelefonar para sua filha, ele encontra sua amiga Elena, uma cientista russa, e seu colega Dr. Smyslov, que pergunta à Floyd sobre “coisas estranhas” ocorrendo em Clavius e de um rumor sobre uma misteriosa epidemia se espalhando pela base. O americano se recusa a responder qualquer pergunta sobre a epidemia.

Em Clavius, Floyd tem uma reunião com o pessoal da base, se desculpando pelo encobrimento da história da epidemia, mas salientando sigilo. Sua missão é investigar um artefato recém encontrado—Anomalia Magnética Tycho Um (AMT-1)—”deliberadamente enterrada” quatro milhões de anos atrás. Floyd e outros vão de ônibus lunar até o artefato, um monólito preto idêntico àquele encontrado pelos macacos. Os visitantes examinam o monólito, e posam para uma fotografia na frente dele. Enquanto fazem isso, eles ouvem um sinal de rádio muito alto vindo do monólito.

Missão Júpiter
Dezoito meses depois, a nave espacial Discovery One está a caminho de Júpiter. A bordo estão o Dr. David Bowman e o Dr. Frank Poole, e outros três cientistas em hibernação criogênica.. “Hal” é o computador HAL 9000 da nave, que comanda a maioria das operações da Discovery. Enquanto Bowman e Poole assistem a Hal e eles mesmos serem entrevistados pela BBC, o computador afirma que ele é “infalível e incapaz de erro”. Ele também fala de seu entusiasmo para a missão, e como ele gosta de trabalhar com humanos. Quando perguntado pelo entrevistador se Hal possui emoções genuínas, Bowman fala que ele parece ter, porém a verdade é desconhecida.

Hal pergunta à Bowman sobre o mistério e segredo não usuais em volta da missão, porém ele se auto interrompe para reportar uma falha no dispositivo que controla a antena principal da nave. Depois de recolher o componente por um casulo de atividade extraveicular, os astronautas não conseguem encontrar nenhum problema. HAL sugere reinstalar o componente e deixá-lo falhar para que o problema possa ser encontrado. O controle da missão concorda, porém eles avisam os astronautas que os resultados vindos do computador gêmeo HAL deles indica que o HAL da nave está em erro prevendo a falha. Quando consultado, Hal insiste que o problema, como todos os problemas com a série HAL, são devidos a “erro humano”. Preocupados com o comportamento de Hal, Bowman e Poole entram em um dos casulos extra veiculares para conversarem sem o computador poder ouvi-los. Ambos têm um “mau pressentimento” sobre Hal, apesar da série HAL ter confiabilidade perfeita, porém decidem seguir as instruções do computador e substituir o equipamento. Enquanto os astronautas concordam em desativar o computador se ele estiver errado, ambos não sabem que Hal está lendo seus lábios através da janela.

Enquanto tentava substituir a unidade durante uma caminhada espacial, o casulo extra veicular de Poole, controlado por Hal, corta seu cabo de oxigênio e o deixa a deriva. Bowman, não percebendo que o responsável foi o computador, pega outro casulo e tenta resgatar Poole, deixando seu capacete para trás. Enquanto ele está fora, Hal termina as funções vitais dos tripulantes em animação suspensa. Quando Bowman retorna a nave com o corpo de Poole, Hal se recusa a deixá-lo entrar, afirmando que o plano do astronauta para desativá-lo põe em perigo toda a missão. Bowman abre manualmente a trava espacial de emergência e, arriscando sua vida, consegue entrar na nave. Depois de vestir seu capacete, Bowman vai até o núcleo de memória de HAL 9000 com a intenção de desconectar o computador. Primeiramente Hal tenta tranquilizar Bowman, depois pede para que ele pare, e depois começa a demonstrar medo—tudo com uma voz monótona e constante. O astronauta o ignora e desconecta cada um dos módulos do computador. Hal eventualmente regride a sua programação mais antiga na memória, a canção “Daisy Bell”, que ele canta para Bowman.

Quando o computador é finalmente desconectado, um vídeo pré-gravado por Floyd se inicia. Nele, ele revela a existência de dois monólitos, um na lua e um em Júpiter, “sua origem e propósito, ainda um mistério total”. Floyd adiciona que o monólito permaneceu completamente inerte, exceto por uma única, muito poderosa, emissão de rádio direcionada a Júpiter.

Júpiter e Além do Infinito
Em Júpiter, Bowman deixa a Discovery One em um casulo extraveicular e encontra um outro monólito em órbita do planeta. Ao se aproximar dele, o casulo é puxado para dentro de um túnel de luzes coloridas,11 e um desorientado e aterrorizado Bowman se vê viajando em alta velocidade através de vastas distâncias do espaço, vendo imagens de bizarros efeitos cosmológicos e estranhas paisagens alienígenas de cores incomuns. Ele se vê, com meia idade e ainda em sua roupa espacial, em um quarto contendo uma decoração no estilo Luís XVI. Bowman vê progressivamente versões mais velhas dele próprio, seu ponto de vista muda em cada tempo, alternadamente aparecendo vestido a rigor e jantando, e finalmente como um homem muito velho deitado em uma cama. Um monólito preto aparece ao lado da cama, e enquanto Bowman se aproxima, ele é transformado em um ser parecido com um feto humano, cercado por uma orbe transparente de luz. O novo ser flutua no espaço ao lado da Terra, contemplando-a.

  8 Comentários para “2001: A Space Odyssey – 1968”

  1. E para quem não sabe, o Stanley contratou funcionários da NASA (aposentados), para criar uma atmosfera futurística ao filme. Notavelmente, é muito parecido com o que vivemos hoje, quase 50 anos depois de sua estréia.

     
  2. Pra mim é tão bom quanto é o Interstellar de 2014

     
  3. Adorei, este filme é marcante pra minha vida. Recomendo mil vezes!

     
  4. Vou mostrar para meus alunos e até fazer algum trabalho em classe.
    Este filme tem muitas indagações.
    beijos

     
  5. OBRA, OBRA, OBRA!!!
    Todos precisam assistir! Este filme é eterno!
    Muito boa postagem.

     
  6. Assisti esse filme esse ano na Sessão Kubrick do TCM. Um filme muito interessante de ficção científica que propõe ideias para o futuro; eu não sei como foi na época de lançamento é óbvio, mas achei interessante mesmo assistindo hoje. Questões como evolução humana, relação computador-homem, vida extraterrestre e a evolução tecnológica da espécie são abordadas com um tom de mistério, fantasia e suspense intrigantes. Não achei o filme pretensioso e muito abstrato de sentido como muitos dizem, mas parte dele fica para o telespectador interpretar e imaginar e eu não acho isso ruim, faz com que tu participes da obra. O filme é longo e lento e eu sei como é se chatiar com isso, mas essa é uma característica importante para a história que envolve muito astronautas no espaço (local calmo e lento). Com uma boa trilha, que a crítica diz casar muito bem com a cena que está passando. Existem vários detalhes interessantes no filme e várias referências. Apesar do ritmo lento, cada cena e cada detalhe provocou em mim uma curiosidade e interesse, sentimento característico dos bons filmes que assisto. Enfim, é um clássico e acredito ser muito bom ainda hoje; efeitos especiais não são muito datados e a mensagem geral do filme permanece válida.

     
  7. Todo mundo deveria assistir esta obra, pelo menos 3 vezes na vida!
    Ótima postagem!

     
  8. O filme apresenta características bem marcantes ,tais como: fotografia, efeitos especiais e trilha sonora. Sem duvida os temas abordados no filme( evolução humana, I.A, vida extraterrena) são interessantes, mas é notória a pouca preocupação em apresentar algum conteúdo lógico no filme. A beleza no filme está, justamente, na forma em como é apresentado. Desta forma, muitos filmes que vieram após utilizaram recursos criados em 2001.O filme se tornou uma espécie de pré-cursor para filmes do mesmo gênero e elevou a categoria dos filmes para uma forma de arte. Confesso que esperava mais compreensão da história, mas por outro lado usei a minha imaginação para criar minhas teorias e expectativas. Ao assistir este filme apenas relaxe e curta o momento.

     
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