dez 152013
 

Thanatomorphose é o primeiro longa-metragem do diretor/roteirista Éric Falardeau e sua trama gira em torno de uma jovem artista (Kayden Rose, em seu primeiro papel em um longa-metragem), que faz esculturas de argila.

Thanatomorphose flerta com o espectador mais atento em um nível psicossomático. A vida da protagonista é tão vazia que, ao perder o foco de sua arte (talvez a única coisa que atraía a atenção das pessoas), ela entrega-se ao ostracismo e cria uma fantasia onde sua vida começa a definhar. Neste devaneio existe o namorado misógino que a maltrata, os amigos que contam vantagens e o senhorio malvado. No decorrer de sua “decomposição” ela começa a criar novas peças de barro acopladas com alguns órgãos, tecidos e fluídos destituídos de seu próprio corpo, simbolizando claramente uma espécie de reconstrução do Ser. Uma outra explicação (???) seria que talvez a protagonista sofresse da Síndrome de Cotard (ou delírio niilista é uma rara desordem no qual a pessoa tem a crença de que já está morta, que não existe, que está apodrecendo e perdeu os órgãos internos) um estado avançado de depressão onde alguns dos doentes chegam a perceber o cheiro de sua carne em putrefação ou sentem como os vermes os estão devorando aos poucos.

Ela mora sozinha em seu apartamento e vive uma maré de azar que afeta a sua vida tanto no amor quanto no trabalho. E como desgraça pouca é bobagem ainda namora um junkie que só a procura para ter relações sexuais para, logo em seguida, cair na noite. A pressão claustrofóbica de viver esquecida, usada e abandonada, só é ampliada quando começam a aparecer estranhas manchas arroxeadas pelo seu corpo. O tempo passa e as contusões começam a se transformar em grandes manchas escuras que logo cobrem a maior parte de seu corpo. Ela começa a ter sonhos psicodélicos onde presencia carcaças fétidas de animais em closes nauseantes e cada vez que acorda sua condição é mais alarmante e precária. Ela está apodrecendo de dentro para fora e, ao invés de ir para um hospital, decide se esconder do mundo exterior.

Fonte e texto na íntegra: bocadoinferno.com.br


Link direto: minhateca.com.br/tocando.horror.corp
Torrent + Legendas: Thanatomorphose.2012 + versão legendada BR

Filme com tema semelhante (Síndrome de Cotard): Contracted 2013


Sinopse:
Descobrindo vários hematomas em seu corpo após uma noite de sexo selvagem, uma jovem fica chocada como, ao invés de se curar, seu corpo começa a apodrecer de dentro para fora. Ela enfrenta uma viagem assustadora e sangrenta em uma morte em vida, enquanto o seu corpo em putrefação começa a literalmente cair aos pedaços.

Ficha Técnica:

  • Título Original: Thanatomorphose
  • Ano: 2012 • País: CANADÁ
  • Direção: Éric Falardeau
  • Roteiro: Éric Falardeau
  • Produção: Éric Falardeau
  • Elenco: Émile Beaudry, Eryka Cantieri, Roch-Denis Gagnon, Simon Laperrière, Pat Lemaire, Karine Picard, Kayden Rose, David Tousignant
  • Nota no site IMDb: 5.8

  22 Comentários para “Thanatomorphose – 2012”

  1. Na boa…. nota 10 pra maquiagem …. nota 0 pra historia…..
    Ou melhor naum tem historia alguma….
    Bizarro e bem nojento…..pra quem curte….baixe na fé !!!

    Vou assistir o Contracted ….. ver se eh melhorzinho na historia !!!!

     
  2. Sinceramente não gostei do filme por essa situação bem irreal, a menina começa a apodrecer e continua em casa sem fazer nada…ou melhor, tentando fazer algo, mas nada pela saúde dela

     
  3. Ótimo filme!

    Discordo um pouco da crítica. A proposta do filme não é explicar uma doença fictícia. É algo acima: é psicológico e poético, se o filme fosse um quadro, certamente seria uma obra do artista plástico Joseph Loughborough, cujas obras relatam o lado obscuro dos pensamentos e emoções humanas. Se fosse uma música, arrisco que seria extremista Hardcore/Alternative, talvez até uma obra da banda brazuca Ludovic, cujas músicas falam sobre o “bagaço”, o “visceral” ou o “miolo” do sentimentalismo.
    Voltando ao filme, a protagonista deixa claro que seu maior “problema” é a necessidade de atenção, de preenchimento, de afeto. Isso fica claro numa cena onde um de seus amigos a visita, e ela, em estado de putrefação, pede ao homem que “a foda”. Percebe-se que a personagem não liga para se curar da doença, nem ir a médicos ou afins.
    Ao assistir o filme, também tive o mesmo pensamento que você: Seria bacana ver a personagem fora de casa, trabalhando. Mas agora, pensando melhor, fizeram muito bem em ter mantido a personagem em casa todo o filme, pois assim deixam claro que o filme é psicológico: a garota não ligava para o trabalho, nem para a doença. Nada disso era importante. O importante era a depressão da personagem.

     
  4. Lógico que esse filme não é o que vocês estão acostumados a assistir, principalmente pq, pelo que me parece, vocês assistem só pra ver sangue e tripas, só que pra isso temos aí Saw e essas merdas desse tipo, que não tem absolutamente nenhum conteúdo. Li alguns comentários aqui e me decepcionei com esse povo pseudo amante de cinema. Sério gente, vocês não notaram semelhança com Begotten em nenhuma cena? Vocês não entenderam que isso tudo foi uma grande metáfora? Vocês não entenderam a relação entre os orgasmos da mulher e a morte do cara? Vocês não entenderam a cena onde alguém corta pedaços dela e os dois disputam? Vocês não entenderam nada desse filme? Pelo menos repararam na maquiagem super bem feita. De resto, acho que vocês deveriam se preocupar um pouco mais com o que tem além do gore jogado na cara de vocês, nem sempre é pra ser simples. Às vezes pensar um pouco e tentar entender faz bem pra mente.

     
  5. O filme é desnecessário. Tenta ser nojentinho, mas nem isso consegue. Merece total e completo desprezo de público, crítica e tudo o mais. Patético.

     
  6. Nem ao SUS ela foi! ahahahaha

     
  7. Me lembrou do Cronemberg em algumas coisas, a maquiagem é otima, o clima do filme é tenso… mais as atitudes da protagonista diante da situação sao um pouco surreais..
    Ainda assim: vale a pena ver

     
  8. Eu não assisti o filme, mas eu acho (baseado no comentário sobre a Síndrome de Cotard) que ela não procurou ajuda por sentir vergonha, como acontecia antigamente com quem tinha HIV pois achavam ser uma doença “imoral”, e receio de se tornar uma cobaia. Por isso ela fica em casa procurando esconder sua doença.

     
  9. Assino em baixo quanto a resenha. Médico, hospital não existem????

    abraços

     
  10. Vou assistir CONTRACTED depois desse!

     
  11. Um dos filmes que eu mais esperava hahaha
    Desde que vi o primeiro trailer, senti uma vibe meio David Cronenberg
    Agora que tô de férias, voltarei a acompanhar o blog com mais frequência, coisa que eu não fazia há muito tempo.

     
  12. Quem não viu veja, é ótimo…

     
  13. Baixei mas não assisti por inteiro e sim pulando as cenas e dá para perceber o quanto é um filme nojento, incrível o que acontece com o corpo da garota, muito nojento mesmo, bizarro. Não faz meu estilo, baixei por curiosidade, más não podia faltar um filme desse gênero no melhor site de terror da net. Abraço.

     
  14. Ultimamente estou meio casca fina, passando mal com o gore que adorava, mas vou assistir justamente por não precisar de legendas. Prá mim, cinema é imagem e som. As palavras são um complemento. Por isto adorei o habitante incierto. O cinema espanhol tá bom demais.

     
  15. Ótimo filme, mas não é nada cabeludo e sinceramente não precisa de diálogos, nem são muito importantes

     
  16. Que situação. Uns gostam e outros não.
    Tem que assistir, não vai perder tempo, isso eu garanto!

     
  17. Vou baixar o outro filme também!

     
  18. ASSISTAM!!!!

     
  19. Caracas! Só pelo poster já dá pra ter uma idéia do que vem por aí!

     
  20. É bizarro, nojento, mas acima de tudo, é triste. Recomendo.
    XD

     
  21. Um filme canadiano de uma gaja a apodrecer de dento para fora? Demais. Um abraço desde Portugal.

     
  22. Cacilda. Gore dramático é estranho. Mesmo assim: RECOMENDO

     
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