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CMS: Gerenciadores de website: WordPress, Joomla, Drupal

Desde quando iniciei trabalhos com website utilizando Gerenciadores Inteligentes de Sites [cms] – lá pelo ano de 204, – experimentei outras plataformas e o WordPress mostrou-se o mais indicado para conteúdos dinâmicos (que é a tendência), ao passo que o Jommla mais adequado a sites de forma ou aparência estática. Ambos são muito bons. Quem decidirá o que é o melhor para o seu website é você mesmo.

Explicar ou descrever qualquer matéria sobre estes gerenciadores é “mais do mesmo” entre inúmeros site que existem. Foi selecionado uma matéria (abaixo) que oferece uma noção básica para a sua escolha e conhecimento.

Portanova


Dentre os comentários na postagem de origem, há depoimentos importantes:

    (..) o Joomla! é um CMS bastante poderoso e profissional. Vejo o WordPress mais para blogs e o Joomla! mais para portais. Lembro que todas essas aplicações são softwares livres e não ‘times de futebol’: nada impede que se use ‘esse ou aquele’ CMS em determinadas situações de acordo com o que melhor se apliquem.
    (..) Cada ferramenta se adapta a situação e as necessidades dos clientes , não tem como comparar uma coisa da outra (..)

WordPress x Joomla!: Eu prefiro WordPress!

Por Klaus Peter Laube | 23 de junho de 2009 |

Olá pessoal!

Antes de mais nada… devo deixar claro que este post é resultado de meses de experiências com o WordPress e com o Joomla!, e que as conclusões apresentadas não são “palavras divinas” ou definitivas. Estou relatando sobre uma experiência e dando meu ponto de vista sobre o resultado… do seu ponto de vista, minhas conclusões podem parecer imprecisas/erradas. Coisas da liberdade de expressão ;)

Logotipo Joomla!O Joomla!

Trabalhava há cerca de 4 anos em uma empresa de desenvolvimento Web que possuía um CMS (Content Manager System) próprio. Quando saí de lá e decidi investir na minha própria empresa, estava bem claro pra mim que: Não dá para competir com os CMS open source que estão no mercado… não sozinho!

O primeiro ato foi escolher um CMS para dar suporte, criar funcionalidades e se possível colaborar combug-fixes ou implementações. Por uma série de quesitos, a escolha mais óbvia para mim foi o Joomla!. Pois bem, ele possui uma comunidade imensa, um número de usuários imenso, uma quantidade de funcionalidades “third-party” imensa, e uma documentação extremamente forte.

O primeiro cliente foi uma maravilha, o único porém foi adequar os componentes e módulos do Joomla! para códigos padronizados e validados no W3C. Mas até aí tudo bem… era o preço que pagava-se por todo o resto que já estava pronto.

No segundo cliente, ele necessitava de algumas funcionalidades (em Joomla! convencionalmente chamadas de “componentes”), e já que uma hora ou outra eu iria ter que esmiuçar o desenvolvimento destes artefatos, decidí então assumir um componente simples: sistema de classificados. Aí que começou meu trauma…

O Joomla! é burocrático… trabalha com MVC e com convenções de nomes que dão nós na cabeça dos iniciantes. Mas tudo isso era necessário pois, quem conhece o Joomla!, sabe que o nível de controle dado ao usuário é imenso. Praticamente tudo é “controlável” em Joomla! através do Backend. Até mesmo o posicionamento dos módulos (trechos de códigos que complementam um componente) nos templates.

Levei tempo… mas terminei! Não era uma Brastemp, mas estava funcionando. Não gostei dessa história de XML para arquivo de instalação, XML para menu, etc. Mas eram necessários… pensava no controle.

Com o site do cliente no ar, o que me acontece?! Poff! Uma falha de segurança crítica do Joomla! e o site foi “crackeado”. Explicar para o cliente, atualizar o Joomla! e manter o domínio em observação (vai saber que brechas ele deve ter explorado, poderia ter alguma informação do banco… mas ainda bem que o Joomla! trabalha com criptografia de senhas) me gerou um custo… mas nada mais frustrante que a perda de credibilidade com o cliente.

Até aí tudo bem… essas coisas acontecem. Quando assumi prestar consultoria e suporte em um projeto open source, sabia que automaticamente estava assumindo esta responsabilidade também.

Já começava a olhar com certa desconfiança para o Joomla!, mas era ele quem tava gerando carteira de clientes, então antes de criticar mais… resolvi ser um pouco mais pro-ativo e ser mais que um usuário, tornar-me também um colaborador. Na verdade isso não se concretizou, pois após fazer um site para um terceiro cliente, no momento em que estávamos fazendo a apresentação do backend para ele, notamos a cara de espanto do tipo “eu só queria um sitezinho” ou “deus meu! quando vou ter tempo para mexer nisso tudo?“.

Começamos a ser mais cautelosos e medir se essa “conveniência”na verdade não era vista pelos nossos clientes como“complexidade”. Passamos a desenvolver sites e aplicações em Django, que propicia um desenvolvimento muito mais tranquilo e sua interface automática é muito, muito simples. Resolvemos deixar de desenvolver soluções e websites em Joomla! e… para ser bem sincero… o ganho de tempo (e inclusive qualidade das aplicações) foi grande, e o nível de stress baixou significativamente.

Em outras palavras…

Não estou dizendo que o Joomla! é ruim. Mas para o meu propósito ele foi uma péssima escolha…

O nível de controle que ele propicia ao usuário gera uma certa complexidade ao programador. Mas ele faz jus ao nome CMS! Ele é muito completo, muito mesmo. Então se você é um cara de TI ou tem tempo para se aplicar, a escolha pelo Joomla! pode ser muito boa. Mas se você trabalha como “TI fim”, não tem muito tempo para se aplicar por projeto, ou seus clientes não têm tempo para aplicar ao seu site, siga o meu conselho e busque por alternativas mais ágeis.

O WordPress

Certo dia um quarto cliente exige que seu site seja feito em PHP, pois já possuía um contrato com uma hospedagem. Tentamos negociar a possibilidade da troca para uma hospedagem Python, ou que a hospedagem atual desse suporte a linguagem. Sem chances!

Nuvens negras começaram a pairar no ar! Joomla!? Nem pensar… não havia motivação suficiente, então antes de assumir ou não o projeto a ordem foi: Escolher uma alternativa ao Joomla!

Aí entrou o Drupal e o WordPress. O Drupal foi o primeiro CMS open source que usei (até mesmo antes que o Joomla! e o TextPattern), e o impacto que ele me causou talvez tenha influenciado pela não escolha dele agora. Perdoem-me, eu sou novo… não me dei conta da heresia que cometí ;)

Brincadeiras a parte. Drupal é bom! Muito bom…

Mas algo me chamava para o WordPress. Talvez a comunidade cada vez maior, ou por dizerem que é mais seguro, por ser mais “zen”, pela interface inconfundível, etc. Enfim, não hesitei e antes mesmo de estudá-lo, assumimos o projeto.

A necessidade do cliente era algo simples, páginas e uma área de constante atualização. Mesmo que algumas referências digam que o WordPress não é um CMS (como o Joomla!) e sim um sistema de Blog, desminto isso e digo que é tudo uma questão de planejamento. Projetei o site de acordo com as funcionalidades do WordPress, mas na hora de construir o template, a surpresa!

Estava esperando algo complexo e me deparo que algo simplesdireto e ainda por cima zelando por padrões web. Tudo mais simples em relação ao Joomla!, até porque em WordPress a “coisa é assim e pronto”, perde-se em controle e ganha-se em simplicidade.

Não cheguei a desenvolver nenhuma funcionalidade para o WordPress (convencionalmente chamadas de “plugin”), até porque não foi necessário. Assim como o Joomla! ele é extremamente rico em recursos “third-party”, chegando a possuir ferramentas para e-commerce e tudo mais.

 

Resumindo, o site do cliente foi entregue em tempo recorde (3 dias para ser mais exato) com exatamente o que ele necessitava sem nós nem mesmo termos mexido com WordPress antes. Controle?! Somente cadastrar e remover artigos e páginas, e configurar algumas opções de um plugin de “fale conosco” que utilizei. Nada de alterar menu ou posicionamento (com exceção do sidebar)…

Resultado: Site no ar + em tempo recorde + sistema fácil de mexer = cliente satisfeito.

Em outras palavras…

WordPress é um sistema fantástico! Foi a escolha ideal e está sendo muito útil para projetos ágeis.

Se você não consegue fazer em WordPress, é porque ele não foi feito para isso. Então dependendo do nível de “complexidade” do seu projeto, talvez seja interessante avaliar outras possibilidades. Agora, se o seu cliente quer um site institucional, com um sistema de notícias, sistema de catálogo de produtos, e algumas “páginas estáticas”, recomendo o WordPress.

Existem plugins que extendem as funcionalidades para e-commerce, wikis, etc. Ou seja, assim como o Joomla!, ele é extensível e pode abordar algumas outras áreas que talvez não sejam especificamente objetos de um CMS.

Considerações Finais

Você pode notar que esta não é uma comparação técnica, e sim uma comparação em nível de experiência e gosto, gerada do ponto de vista de um desenvolvedor web.

Esse artigo é para você que tem dúvidas entre os dois e quer mais um ponto de vista pesando na balança. Meu voto, diante do que passei vai para o WordPress. E não tenho dúvidas quanto a isso!


Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/2009/06/wordpress-x-joomla-eu-prefiro-wordpress/
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