Reinaldo Portanova F°

Profissional de edição multimídia, focado na digitalização e pós-produção de conteúdos em vídeo, áudio e imagem.

Edição e Tratamento de Imagens, Áudio e Vídeo: limpeza de ruído, mixagem e finalização; digitalização, correção de cor e exportação para diferentes mídias; conversão e restauração de arquivos analógicos para formatos digitais de alta qualidade.

Experiências Profissionais (ou release)

Experiências Profissionais

No ano de 1987 ingressei na Rádio Ipanema FM e com o tempo fui consolidando minha capacidade de aprendizado entre os demais operadores de áudio da emissora em um período de grande efervescência cultural em Porto Alegre.

Operação Técnica e Gravação

Era um ‘Guardião dos Registro’, responsável pela operação da mesa de som e costumava gravar programas e sessões ao vivo. Foi nesse período que comecei a registrar sistematicamente o que passava pelos estúdios da rádio, incluindo entrevistas históricas e performances de bandas que estavam surgindo no cenário do rock gaúcho.

Manuseio de fitas de rolo, cartuchos, cassetes e a discoteca da Rádio. Como técnico, dominava ‘a tecnologia de fitas de rolo e cassetes’, garantindo a qualidade da transmissão e, paralelamente, salvando cópias de segurança de materiais que as emissoras da época frequentemente descartavam ou regravavam por cima. Assim iria registrando as ‘memórias ao vivo’ da Rádio na discoteca.

Preservação de Momentos Históricos

Muitos dos arquivos digitalizo atualmente estão no projeto Relicário do Rock Gaúcho. Os arquivos de rádio se uniram com os arquivos do Nilton Fernando, do Mauro Borba e da Kátia Suman. Aos poucos outros colaboradores estão enviando suas gravações, maioria inéditas na internet. Exemplos:

Janelas Comerciais e Prefixos: Registros da plástica sonora da rádio (vinhetas, anúncios de lojas de surf e produtos da época) que ajudam a reconstruir o ambiente cultural de Porto Alegre naqueles anos.

Entrevistas e “Takes” de Estúdio: Gravações de locutores icônicos da época, como Kátia Suman, Mary Mezzari e Nilton Fernando, além de visitas de artistas nacionais à sede da rádio (que na época pertencia ao Grupo Bandeirantes).

O Contexto da Época

Em 87-90, a Ipanema FM estava no auge de sua influência como rádio alternativa. Fazia parte da equipe técnica que dava suporte a essa programação inovadora, trabalhando nos bastidores para que o som autêntico das bandas locais chegasse aos ouvintes. Ao perceber a importância histórica das bandas que passavam pela rádio, utilizei de minha ‘posição técnica’ para assegurar que aquelas fitas não se perdessem, criando a base do que viria a ser um gigantesco arquivo digital do gênero décadas depois.

E foi com a colaboração dos colegas da Rede Bandeirantes que aprendi a dominar as diversas técnicas de rádio, na utilização de equipamentos, transmissões por linha (telefonia), o que permitia ter uma visão ampla de tudo o que era produzido na emissora.

Outros Aprendizados

No início da década de 1990, marquei presença na cena cultural gaúcha através de uma atuação estratégica que unia a discotecagem à inteligência da indústria fonográfica.

Como DJ, Reinaldo fui ativa tanto em Porto Alegre quanto no interior do estado e região metropolitana. Participação nas consagradas festas Hora do Rush, atuação na festa patrocinada pela Manlec (On The Rock), que movimentava o cenário do rock e pop, bem como presença constante em festas que ditavam a tendência musical da década.

Paralelamente às pistas, desempenhei um papel técnico e estratégico como ‘Rádio Escuta’ para a gravadora WEA. Essa função permitiu uma visão privilegiada do setor: mantinha contato direto com lojistas e representantes de outras grandes gravadoras; compreendi profundamente as engrenagens do mercado do disco – desde o que as rádios tocavam até o que o público buscava nas prateleiras e utilizava todo esse *know-how* para o repertório de suas festas, antecipando sucessos e entendendo exatamente o comportamento do seu público.

Essa combinação entre o **feeling do DJ** e o **olhar do profissional de gravadora** permitiu não apenas tocar música, mas ajudar a alimentar o consumo cultural daquela geração.

O Fim do Século

Essa fase entre 1993 e 2000 na Rádio Pop Rock (107.1 FM) é, talvez, o período de maior amadurecimento técnico e criativo. Foi o momento em que deixei de ser apenas o “técnico que guarda as fitas” para se tornar o “engenheiro que molda o som ao vivo” (ou quase isso)

A Era Pop Rock

Se na Ipanema FM descobri o valor do acervo, na Pop Rock refini a arte de capturar a energia do momento. Entre 1993 e o rastro dos anos 2000, a evolução técnica correu lado a lado com a modernização do rádio gaúcho. Nesse período, mergulhei profundamente no aprendizado de novas tecnologias e para dominar a engenharia de som complexa:

Microfonação e Mixagem: Aprendeu a transformar o estúdio de rádio em um palco, equalizando baterias, guitarras e vozes em tempo real para que o ouvinte em casa tivesse a sensação de estar dentro do show.

Transição Digital: Foi testemunha e agente da mudança das fitas de rolo para os primeiros sistemas de automação digital, sem nunca perder o “ouvido analógico” que o diferenciava.

O “Estúdio B”

O ponto alto dessa fase foi a apresentação e operação do Estúdio B. O programa era um desafio de alta voltagem: uma banda inteira tocando ao vivo, sem cortes, com transmissão direta para milhares de ouvintes.

O programa virou ‘parada obrigatória’ para bandas consagradas e emergentes. O que se queria era a garantia que a crueza do rock tivesse qualidade de disco.

O projeto foi tão bem-sucedido que rompeu as paredes da rádio e levamos a estrutura para fora da capital, realizando o Estúdio B de forma remota em um bar em São Leopoldo (Expresso 356), provando que a “vibe” do rock gaúcho não tinha fronteiras geográficas quando se tinha a técnica certa.

O Guardião da Memória

Fiel ao meu instinto de preservação desenvolvido na Ipanema, Reinaldo mantive a disciplina de manutenção de registros. Sabia que aquelas performances no Estúdio B eram únicas. Enquanto a rádio seguia sua programação frenética, eu salvava as “masters”. Graças a essa persistência, sessões históricas que poderiam ter se perdido no ar hoje é que alimentam o Relicário do Rock Gaúcho, servindo como documento fiel de uma das décadas mais ricas da nossa música.

Início da era digital (internet)

O Sempre atento às mudanças, mergulhei na infraestrutura da internet e passei a desenvolver websites. Fui responsável pelo desenvolvimento do primeiro website da Rádio Pop Rock e posteriormente o da banda Comunidade Nin-Jitsu. Coloquei o rock gaúcho no mapa da rede mundial em uma época em que o streaming ainda era um desafio técnico imenso.

Decidi finalizar minha graduação em Direito pela ULBRA em 2004 e sou bacharel em Direito pela ULBRA (2006), formação que complementei com estágios no Ministério Público Estadual e no Tribunal de Justiça, além de constante atualização em temas relevantes da área através de cursos e palestras. Apesar dessa sólida base jurídica e da tradição familiar no setor, minha experiência na comunicação falou mais alto, revelando-se como minha verdadeira e definitiva vocação profissional

O Relicário do Rock Gaúcho

Desde os anos 90 haviam formas de reunião de grupos para debates, como mIRC e posteriormente o Orkut. Desde 2006, com o surgimento da que viria se transformar em ‘rede social’, o facebook e o YouTube, como portal de videos, mudaram a forma das pessoas e mesmo empresas canalizarem seus clientes.

Em 2008 criei um perfil experimental (portanovablogbr) e passei a desenvolver videos com trilhas de rock gaúcho. Anos depois o Edu K descobriu e fez contato comigo, para vermos a possibilidade de transformar num ‘canal de rock gaúcho’. Isso se concretizou em 2013 com o desenvolvimento de um site, a criação da página no facebook e o canal no Youtube.

 


 

A herança jurídica me ensinou a pensar, organizar as idéias, conhecer a ciência politica e social, mas a comunicação me ensinou a sentir e criar.

Hoje, todo o conhecimento que acumulei converge para o meu trabalho de Restauração e Remasterização.

Utilizo técnicas de limpeza sonora e recuperação de dados para devolver ao público áudios e vídeos que o tempo tentou apagar.

Trabalho de forma independente para garantir que o espírito do rock gaúcho permaneça vivo, limpo e acessível para as novas gerações.

Sou o técnico que ouviu o passado, o webmaster que construiu o presente e o restaurador que assegura o futuro da nossa memória sonora.

Meu compromisso é garantir que o analógico não seja apenas uma lembrança, mas um arquivo eterno.

Grato por sua visita!